Reforma protestante

A loucura do Evangelho
26 de setembro de 2022
  1. Que Celebramos neste dia 31 de outubro de 2022 os 505 anos do movimento conhecido como reforma protestante. A reforma foi um movimento espiritual de renovação do cristianismo.

 

  1. Seus precursores atuaram nos séculos 14 e 15 na Inglaterra e em outras partes da Europa. Entre eles estão John Wycliff, Jonh Huss e Jerônimo Savonarola, que ficaram conhecidos como pré-reformadores.

 

  1. O movimento eclodiu para valer com Martinho Lutero na Alemanha a partir de 1517, logo se espalhando para a Suíça, Holanda, Escócia e toda Europa, sob a liderança de João Calvino, Teodoro Beza, Jonh Knox, Martin Bucer, Filipe Melâncton, e muitos outros.

 

  1. Houve também uma importante participação feminina no movimento, através da atuação de mulheres como Marie Dentière, Catherine Zell, Árgula von Grumbach, Margarida de Navarra, entre outras.

 

  1. Como indica o nome, o objetivo da reforma era “reformar” a Igreja Católica Apostólica Romana, a partir das Escrituras.

 

  1. Não era um movimento contra os católicos, mas de reforma espiritual da Igreja. Não era sobre pessoas, mas sobre a igreja como organização e organismo espiritual. Todavia, como a liderança do catolicismo romano não aceitou se reformar, alguns cristãos e igrejas se desligaram do catolicismo, passando a serem conhecidos como protestantes, ou seja, os cristãos que protestam contra tudo aquilo que na igreja contraria a Palavra de Deus.

 

  1. E ao contrário de muitos que atualmente criticam a Igreja e rompem com ela, os reformadores deixaram o catolicismo romano, mas não desistiram da Igreja. Nesse sentido, eles buscaram se organizar em comunidades cristãs que tinham como base o evangelho conforme revelado nas Escrituras do Antigo e do Novo Testamento. Assim nasceram as Igrejas protestantes.

 

  1. O movimento iniciado na Europa se expandiu para as Américas e depois para todo o mundo. Com o tempo as igrejas protestantes passaram a ser conhecidas como Igrejas evangélicas.

 

  1. E hoje, infelizmente, o mesmo protesto que os líderes reformadores fizeram no passado pode ser dirigido às próprias igrejas e lideranças evangélicas, pelo menos algumas delas.

 

  1. Igrejas em que obediência aos líderes religiosos é mais importante que obediência a Jesus Cristo. Igrejas em que os líderes se apresentam com ungidos intocáveis, e não como servos do povo. Igrejas que falam de vários assuntos no culto, menos do evangelho. Igrejas em que os cultos estão para mais shows e espetáculos, onde as sensações e emoções humanas são mais importantes que o anúncio do relacionamento com Deus em Jesus.

 

  1. Igrejas que acrescentam ao evangelho regras, mandamentos e tradições, exigindo dos seus membros mais do que a Palavra de Deus. Igrejas que são plataforma de manipulação baseada no medo, na ganância e na culpa.

 

  1. O diabo, os seus pecados, o seu dinheiro e (nos últimos tempos, o seu voto) são os assuntos preferidos nessas pregações.

 

  1. Portanto, a reforma não é um ponto de chegada, mas um ponto de partida. Ela nos ofereceu um parâmetro, um critério pelo qual continuamente devemos avaliar a realidade das nossas igrejas, do cristianismo que praticamos, da nossa espiritualidade, do nosso relacionamento com Deus.

 

  1. Não foi um rompimento total com os 1.500 anos de cristianismo anteriores, e sim, o estabelecimento de um filtro, através do qual toda a tradição da igreja deveria ser examinada. E o mesmo filtro continua sendo válido para as igrejas, tradições e doutrinas atuais.

É o critério da Palavra. A Escritura é a nossa regra de fé e prática. Somente cremos naquilo que está na Palavra. Nossas doutrinas, nosso culto, nossas pregações e nossa vida cristã precisam estar fundamentada na Palavra. Aquilo que contraria a Palavra, por mais interessante que seja, deve ser abandonado.

Não é que não existam coisas boas e de Deus fora da Palavra. Elas existem, mas não fazemos teologia com base nelas. Elas não podem ser regra para nossas nossas vidas. E tudo de bom que encontramos na natureza, na sociedade e na cultura deve ser examinado a partir da Escritura antes de se tornar matéria de fé e parte do culto.

E a partir das Escrituras os reformadores extraíram outros princípios considerados centrais para a fé cristã. São eles:

Somente a Graça de Deus – não há salvação baseada em esforço humano, ainda que seja o esforço moral e religioso.

Somente pela fé – o que nos faz experimentar a graça de Deus não são nem boas obras, nem rituais religiosos. Somente a fé:  crer e confiar no evangelho.

Somente Jesus Cristo – O evangelho revelado nas Escrituras nos apresenta um único caminho para Deus. Jesus, o filho de Deus, que foi morto, mas ressuscitou. Ele é o único cabeça da Igreja, o único o nome através do qual podemos experimentar salvação. Ele é A igreja não salva. Os pastores e líderes não salvam. Você mesmo não se salva. Somos salvos somente pela graça através da fé em Jesus. Ele é o único mediador entre Deus e os homens e não precisamos de outros.

Somente a glória de Deus – A finalidade de cada culto é a glória de Deus. Que o nome dele seja louvado. Honrado. Adorado. Pastores e líderes são apenas coadjuvantes. O protagonista é o Senhor, ele não divide a sua glória com ninguém.

Sacerdócio universal – Todo cristão é um sacerdote, porque todo cristão tem a liberdade e o privilégio de pela mediação de Jesus falar com Deus, e adentrar o trono da graça de Deus. Todo cristão tem responsabilidade individual e intransferível diante de Deus de cuidar da sua fé e da sua vida espiritual. Todo cristão tem a missão e capacidade através do Espírito Santo de ser ministro de Deus na vida de outras pessoas, sendo instrumento para que a Palavra de Deus chegue a todos os que estão ao seu redor.

 

Esse é o legado da reforma protestante para o cristianismo até hoje. Que continuemos a filtrar pela Palavra de Deus o cristianismo que praticamos. Que abandonemos as tradições, doutrinas e práticas que não são bíblicas. Que renovemos a nossa espiritualidade pela ação do Espírito Santo.

Porque o único cristianismo que importa é o que for bíblico. A única Igreja que importa é a que for bíblica. O único Jesus que nos salva é aquele que está revelado na Escritura. O que passar disso é religiosidade sem valor, que para nada serve, a não ser para ser jogada fora.

Pense sobre isso e Deus te abençoe.

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